Blog de Papel


Estamos ha quatro meses de celebrar nosso terceiro aniversário de conhecimento. E quanta honra tenho em dizer que compartilho com você uma vida, uma amizade, um amor. Você que era aquela menina tão querida e que a cada dia que passa se torna mais importante e única.

Me lembro da primeira, ficava olhando pela janela do apartamento da minha tia esperando te ver lá embaixo. E minha tia dizendo "Calma, Eliza, vc nem dormiu ainda, vem tomar café." e eu "Não, tia, ela vai chegar." e foi só ela me convencer, eu relaxar e o intefone chamar. A tia atendeu e disse: "É pra você. É a sua Dani". Eu ainda não sabia a dimensão que essas palavras teriam. Você subiu e eu comecei a te mostrar fotos do show, todas elas tremidas devido a grande emoção e foi ai que você me beijou. No fim daquela tarde fomos passear e você sumiu pela primeira vez.

Passados alguns meses fui morar em São Paulo e você foi me visitar no dia seguinte a minha mudança. Estava ansiosa, meio mal humorada, tentando organizar as minhas coisas e você me pegou pela mão, me ensinou a chegar no meu trabalho, me deu afago, carinho e se foi pela segunda vez. E dessa vez, não tinhamos nem as conversas por msn, quer dizer, ela só aconteceu uma vez depois disso.

Durante esse tempo em que estivemos separadas não deixei de pensar em você um só dia, mas sempre achei que era muito complicado te procurar, porque sempre pensei que seria difícil demais. Até que, enfim, no seu aniversário tive coragem de dar parabéns e de lá pra cá não nos separamos mais.

Toda a saudade transparecida por mural de facebook, indiretas, e ilusões de noites bêbadas se tornaram numa história que só vem crescendo a cada dia. E a vida está mais colorida e até esse calor i nsuportável que sinto aqui em BH se torna uma brisa fresca porque eu tenho você para fazer dos meus dias mais leves, mais sinceros, mais valiosos.

Você me devolveu a coragem pra muita coisa. Surpreendentemente você insistiu até que eu me abrisse e não abriu mão quando me viu de verdade. Conquistou cada um da minha família, se tornou parte da dela e agora se tornará oficialmente.

Não tenho palavras pra descrever as coisas que despertou em mim, que eu nem me lembrava e outras que eu nem sabia que existiam. Hoje sou uma pessoa mais calma, mais serena, mais equilibrada, que quer sempre dar o seu melhor. Uma pessoa de coragem, eu diria.

Você é o meu amor. Minha Santa Tereza. Meu golfinho.

Ainda bem que você voltou.



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 13h30
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Fico impressionada como tantas coisas acontecem conosco, como nós sempre estamos tentando nos reerguer, nos fortalecer, nos proteger. Ontem eu estava fazendo uma análise sobre esse aspecto da minha vida. Em algum momento eu desisti. Ano passado, simplesmente desisti daquilo que vinha procurando há tempos. Não era a hora? Não era o lugar? Não. Simplesmente não era pra mim, não era o que eu realmente queria.

Por falar em proteção, em fortalecimento... Logo depois que voltei, sem saber o que fazer com tudo aquilo que lutei para enfim não querer entrei numa onda de ficar sozinha. Me deletei do mundo. Não saia de casa. Simplesmente pensei que sair de cena por um tempo seria o mais honesto. Fechar o ciclo e começar a amadurecer para outro que já estava batendo à minha porta e certamente eu nao estava preparada. Quando você se foca em algo e se decepciona, aquilo fica girando na cabeça. Não há saída a não ser o recolhimento e amadurecimento da idéia. Ainda bem que eu tinha tempo e (quem diria!) estrutura pra isso.

Sorte minha que tenho amigos sensacionais que me deixaram pelo tempo que foi necessário, mas depois vieram pra me dar apoio, me ajudar a reerguer. Me fizeram lembrar de que há vida além das minhas paredes ainda verdes.

Hoje estou bem. Encontrei vários caminhos que foram percorridos até chegarem ao seu fim. Estou fazendo algo que sempre acreditei: empreender. Continuo escrevendo como sempre e tive até uma nova proposta de publicação, mas não periódica como na revista em que atuei em São Paulo. Não tenho interesse em voltar a publicar tão cedo. Até estou escrevendo algo contínuo, coisa que há mto tempo não fazia, mas isso é assunto pra outra hora.

Estou me reinventando com as ferramentas que tenho. Meu caminho continua, sempre.



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 00h01
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Agora

"Some are reaching, few are there
Want to reign from a hero's chair
Some are scared to fly so high
Well this is how we have to try

Have no envy and no fear
Have no envy and no fear

Brother, brother, we all see
Your hiding out so painfully
See yourself come out to play
A lover's rain will wash away

Your envy and your fear
So have no envy and no fear

When your sister turns to leave
Only when she's most in need
Take away the cause of pain
By showing her we're all the same

Have no envy and no fear
Have no envy and no fear

Every day we try to find
Search our hearts and our minds
The place we used to call our home
Can't be found when we're alone

So have no envy and no fear
Have no envy and no fear"

Joshua Radin

Por hoje chega.



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 01h33
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Ela sempre me disse para não ser assim, não ser tão acomodada, mas e ai? Eu ja retratei seus passos ha algum tempo. Ela me olhava com aquele jeito de que "eu nunca quis isso pra você, eu te alertei! Você não ouviu?" e agora estou aqui.

Depois de uma ida, depois de uma volta. E ela, como ninguém, me aceita de forma inteira, com meus maiores defeitos, ainda mais minhas qualidades. Ela da forma ao meu ser e faz com que tudo ao meu redor tenha valor, seja especial, tenha algum sentido, enfim.

Ela sabe que eu falei dela enquanto a tento definir com letras e palavras que nunca poderão dizer o que ela é, foi e será pra mim. Ela é única. Talvez ela seja o meu verdadeiro amor, daquelas que você não precisa tocar ou sentir algum gozo em si. Mas sente o total prazer por estar perto. Por ser aceito em sua totalidade.

É assim que eu me sinto perto de você, mãe.



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 00h29
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Feliz Aniversário!

Hoje é o seu aniversário e nem sei ao menos onde te encontrar. Recorri a todos que conviveram conosco naquela época, mas ninguém consegue me dar um número de telefone, um e-mail ativo, um nada. Nos falamos a pouco tempo, você me chamou pra sair e eu disse "Me desculpe, estou em São Paulo" e ali ficamos.

É estranho te procurar e cair em círculos. Você é tão importante pra mim e não tem noção disso. E eu, com esse jeito desmazelado de nunca procurar ninguém, saio perdendo por não ter conservado uma pessoa tão bonita e sensível ao meu lado. Eu sinto muito.

Apesar de você ter me dado o seu número novo, eu o perdi. Foi logo depois, em um assalto. É... teriamos de passar uma tarde inteira no buteco pra eu te contar as minhas "aventuras" e você as suas o. As coisas não foram fáceis por um tempo. Mas me deram coragem pra seguir em frente. Coincidências nunca existem, eu já discursei sobre isso com você.

Queria te desejar tudo de melhor, tudo o que uma pessoa especial como você merece na vida. Queria poder te dar tudo isso. Mas sou humana, uma humana que escreve essas palavras na esperança de que você as leia.

O bom é ter a certeza de que iriamos dar boas gargalhadas disso. E nós vamos...



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 00h28
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Tempo

Okay, eu sei que tenho planos mirabolantes que surgem do nada. Apesar disso estou aqui, tomando meu whisky e te olhando. Pensando no que o tempo (esse que dizem ser a "toda cura para todo mal") é capaz de fazer. Veja bem o que ele fez conosco. Veja bem o que ele nos revelou sobre nós mesmos. Me diga, é tão libertador assim?

Os anos me trouxeram experiência, a minha própria companhia (que ainda engatinha, mas foda-se o mas), o auto conhecimento e teoria sobre as pessoas. Hoje ouvi alguém dizer que "as pessoas odeiam pessoas que têm teorias sobre pessoas". Engraçado isso. Elas fogem da padronização, do conceito do rótulo, mas elas se auto rotulam pela própria vontade de não se rotular.

A vida é um círculo e tudo se repete. Inclusive situações. Em contextos diferentes, óbvio. Mas o objetivo sempre é o mesmo. Olhe só pra você.

O tempo revela, o tempo tira, o tempo devolve, o tempo faz, o tempo desfaz. O tempo é mágico, eu diria. Não é um curador milagroso. Ele é mágico porque tem respostas. Bem, talvez o silêncio as tenha em maior número, mas ai é questão para outra conversa. Sinceramente, nem sei o objetivo desta.

A vida não passa de um fluxo de ida e vinda das pessoas, da própria libertação, de nos sentir bem. Mas o próprio tempo faz com que tudo se desgaste, que tudo fique sufocante, que tudo seja passado. Você pode até tentar me dizer: mas é ai que ele entra pra renovar as coisas, dar um ar fresco, nos trazer "a novidade", a bola da vez. Ok, mas ai eu volto ao circulo que disse antes.

Enfim, o que eu quero dizer com essa baboseira e redemoinhos é que a única função que eu vejo pro tempo, além de nos envelhecer é claro, é o auto conhecimento. É o único caminho que consigo trilhar pra me sentir um pouco mais livre e fazer bem aos outros, mas isso também é assunto para outra conversa.

Então não. O tempo não cura tudo.



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 23h21
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Querida Luisa,

Acabo de ler o depoimento que me deixou e, sinceramente, me sinto honrada em recebê-lo. Me sinto honrada por ser compreendida por uma menina de 17 anos que está apenas tentando entender a vida como um todo, tentando sentir a vida como um todo. Você se parece tanto comigo na tua idade, só que eu era mais rebelde e inconsequente, você sabe.

Minha mundança pra São Paulo se configura em três aspectos muito valiosos: a) meu lado profissional. b) o desespero que sempre tive dessa cidade em que vivo (não que ela seja ruim, mas sempre me deixou sufocada) e c) não vejo mais nada a se fazer por aqui.

Tenho tentado ver as coisas como são, tenho tido muito apoio dos meus amigos e pouco da família. Não consigo entender o porque de tanto egoísmo e de reações exageradas. Afinal, eu não vou morrer, estou apenas gripada. Me deixa triste perceber que as pessoas estão com medo de eu sair e trilhar meu próprio caminho e, me deixa mais triste ainda perceber que esse medo não é nada menos do que a frustração que essas pessoas têm de suas próprias escolhas, seus caminhos. E elas ficarariam revoltadas ao ler isso e encarar a falta de apoio. Vai entender.

Não quero te dar nenhuma lição de moral, longe de mim. Nunca fui e nunca serei a pessoa indicada para esse tipo de coisa. Aliás, sempre odiei essas situações. Nunca tive muita vocação pra hipocrisia. Cada um tem a SUA vida pra fazer dela o que quiser. Se eu quisesse morrer de beber pelas ruas, o que alguém teria com isso? Nada. E é por isso que te escrevo essas palavras, para que você tome essa minha atitude como algo pessoal. Para que você nunca desista daquilo que VOCÊ quer porque os outros te falaram que é um mal caminho, que você não vai ganhar dinheiro com aquilo, etc.

Faça sempre as suas escolhas por você e nunca por alguém. Mesmo que quebre a cara, a gente sempre sabe por onde recomeçar.

Seja sempre muito feliz, conte sempre comigo e, minha casa sempre estará de portas abertas pra vc,

Um beijo enorme, te amo,

Sua prima

 

PS: Me lembre de deixar um dvd com vc, antes a mudança.



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 07h55
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Ensaios de Amor

Tenho me questionado sobre o blog. Sobre a minha súbita falta de jeito com as palavras. Eu abro essa página e não sai nada. Vai entender... Mas hoje quero falar sobre uma excelente leitura que tenho recomendado aos quatro ventos, e que, finalmente dei por findada ontem.

"Ensaios de Amor" é um daqueles livros que quando passa da metade a gente começa a ler devagar, é daqueles que quando você termina, quer reler para marcar as passagens que mais se identificou.

Li sobre esse livro há mais de um ano atrás, em uma crônica da Martha Medeiros e fiquei completamente interessada em adiquirí-lo. Porém, não encontrava sua disponibilidade em nenhuma livraria eletrônica, quiçá em físicas.

Soube, através de Martha, que Alain de Botton contaria uma história romântica de modo a discutir a relação em termos filosóficos. Citando Proust, Freud, Platão, Aristóteles e até Madame Bovary, tudo de forma simples, quase transgressora. É incrível perceber que existem pensamentos que se complementam de pessoas tão distintas, mas que no fim... ah! o fim... é só um recomeço.

Entrei numa livraria numa segunda feira cheia e chata, saindo do trabalho e a caminho de uma reunião. Perguntei pro vendedor se havia o tal livro e pra minha surpresa, lá estava ele. Nem pensei duas vezes e usei meu cartão de débito. Foi difícil largar o livro durante a reunião. Acho que no fundo, ninguém ligou tanto pra isso. Minha fama de autista já chegou àquelas paredes.

Na semana seguinte fui à terapeuta, já sabendo que a maior questão da minha vida havia encontrado resposta. Uma simples resposta. Tive alta nesse dia. Sai de lá e comprei o melhor vinho, seguindo para a casa de uma amiga. Comemoramos!

Não quero dizer que Alain de Button é um milagreiro ou que o livro é de auto ajuda. Não há nada além de uma pessoa tentando se encontrar durante uma vida, dentro de uma vida. É um romance, um dos mais requintados que já tive a oportunidade de ler. É alguém que discute a relação consigo mesmo, que faz florescer certos questionamentos na cabeça da gente, que aponta a traição como algo cotidiano, que abre um leque de opções, faz você se sentir bem. Até incompatibilidades são encaradas de forma natural e, no final de tudo, percebi que o mais natural é viver.

Percebi que tudo o que eu preciso é perder o medo. Medo de que? De me reiventar...



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 22h56
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Nostalgia

Hoje acordei com uma sensação de nostalgia incrível. Acho que ela advém de ontem, um ontem que eu desejei um pra sempre, mas um sempre não vai existir, não mais.

Ontem eu fui até o meu antigo trabalho conversar com a minha chefe (essa sim é pra sempre). Durante  a conversa começamos a pontuar alguns aspectos em que eu mudei. E o quanto eu mudei. O quanto nós mudamos em meio àquela experiência contínua que durou mais de ano. O quanto as coisas mudaram, o quanto deixamos pra trás e, por fim, o quanto eu deixei pra trás, deixei ali...

A noite, me encontrei com uma amiga de trabalho. Fui emprestar alguns livros pra ela e pegar outros que ela tinha lido e estava me devolvendo. Do nada me expressei de uma forma com ela que até eu me assustei. Falei em saudade...

Ontem pude relembrar o cheiro, a cor, a sensação, o abraço, o beijo, a confiança, a alegria, a angústia vivida naquele lugar que nunca foi meu ou de qualquer um, mas que tem muito de mim e, certamente, de várias outras pessoas que por ali passaram.

Mais uma vez sai dali com vontade de ficar...



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 09h47
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O Melhor Dia da Minha Vida!

"Pela primeira vez eu te vi sem armadura, te vi aberta e receptiva a todos ao seu redor" essa pra mim foi a frase do dia 14/03, minha colação de grau. Sim! Agora eu sou oficialmente e perante ao MEC uma turismóloga... tu o que?

Voltando a frase, eu concordei com a pessoa que me disse. Geralmente eu sou tão fechada que se eu pudesse entraria muda e saia calada. Mas ontem não, ontem foi o meu dia e todos estavam lá para fazer dele o melhor. E foi, e aqui direi o porque de cada um:

* Vevis, obrigada por estar ao meu lado há tanto tempo. Por ter achado os meus óculos enquanto eu ainda não conseguia parar de tremer, por escutar minhas reclamações enquanto vc tenta estudar, e por ser a grande amiga que vc é.

* Joana, eu nem sei o que dizer. Você era a "minha pequena" e agora... vc me chama de pequena! Você é um presente pra mim, uma fonte de esperança, um incentivo que faz com que eu dê o meu melhor nas pequenas coisas que faço, minha querida, minha afilhada!

* Cabritex! Minha irmã segunda! Pessoa do meu coração! Obrigada por me ouvir ao menos uma vez por semana bêbada, chata e não te deixando dormir.

* Brunão, obrigada por me fazer enxergar que os homens ainda têm esperança, carinho e amor ao próximo. Que o brilho que vc sempre carrega no seu olhar nunca desapareça. Obrigada tbm por fazer a minha amiga feliz...

* Lu, Lu, Lu... chegou na vida da gente "do nada" e, veio pra ficar! Ainda bem! Lembro da primeira vez que te vi, a Renata me xingando porque eu tava bêbada e falando besteira, mal sabiamos que fariamos isso toda semana.

* João, o que eu tinha pra te falar falei ontem... vc é como um pai pra mim, nunca se esqueça disso.

* Dani, vc tem sido um irmãozão pra mim. Obrigada!

* Mamãe, ah! Nem tenho palavras pra vc...

* Raquelzita Chequer, minha mestra, meu orgulho, meu apoio. Dividir aquele momento na mesa com vc, foi ter completado minha missão. A consagração só seria melhor se vc tivesse me entregado aquele diploma! rs

* Ma, pela primeira vez em muito tempo, eu senti que a minha irmã estava de volta...

* Luluzinha, minha emo e gay favorita. Fico orgulhosa por ter uma prima tão foda tão perto de mim. Thanks e não chore com o comment!

* Júlio e KK, putz! Obrigada por despencarem de tão longe pra me ver, pra curtir o momento comigo. Vocês são tão importantes...

* Gê e Marisa, obrigada por tudo que sempre fizeram e fazem por mim;

* Silvinha, Bel e Pedro, meus grandes pequenos! Lindezas! Obrigada pelo carinho e respeito que sempre tiveram comigo;

* Elza, minha madrinha, sempre presente nos momentos mais lindos da minha vida!

* João, vampirinho camarada! =D

* Pai, mesmo com aquele final, saiba que ainda te amo ;)

* Vovôs e Vovós, obrigada por fazerem de mim a neta mais feliz do mundo!

Obrigada a todos que estiveram comigo! Quero que saibam que o único pensamento que tive, quando recebi aquele diploma foi "tomara que eu não caia!" Minhas pernas não me obedeciam e não paravam de tremer! E, vcs são os responsáveis por isso!

"Prometo, como Bacharel em Turismo, dedicar-me à pesquisa e ao desenvolvimento sustentável do Turismo, empenhar-me pelo engrandecimento do fenômeno turístico, no Brasil e no Mundo, preservar o turismo como instrumento de paz, bem estar e entendimento entre os povos e zelar pelos valores éticos da profissão."

Somos todos turismólogos! E, esse ai debaixo é nosso! O Canudo é nosso!

Quem zuar que eu peguei o canudo publicamente, morre! hahahaha

 



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 07h38
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Ah! Mulheres...

Toda afobada por conta da minha formatura, fazendo as listas do baile, confirmando presenças, administrando da melhor forma os convites da colação de grau, ufa! Tanta coisa ainda por ser feita e eu só me ocupei com isso essas semanas! E a comemoração toda já começa nessa quarta!

Hoje, abri meu orkut e lá estava um link para um blog de uma amiga que dizia haver uma homenagem para o dia das mulheres. Mas que dia é hoje, meu Deus? Hoje são 8 de março, dia Internacional da Mulher! Entrei no blog (visitem! www.desahogobh.blogspot.com) e quase chorei ao ler uma das declarações mais sensíveis sobre a feminilidade de uma mulher.

Fiquei pensando sobre como somos taxadas de doidas de uma forma muito fácil. Mulheres são seres tão complexos que nem uma consegue entender a outra de uma forma completa. São doidas sim... são fascinantes!

Portanto, eu, como uma apaixonada que recentemente se declarou em meio a um surto, dou o meu veredicto. Eu me encaixo naquelas que nunca querem se apaixonar e começam a ficar doidas quando vêem que a coisa tá acontecendo de fato. Sou daquelas que não querem que a outra pessoa saiba o que estão sentindo, mas ai dela se não sentir. Sou frágil, mas me faço de forte. Finjo que não tem, mas tem um tantão de coisas fervilhando a minha cabeça enquanto tenho uma conversa hiper normal com uma amiga. Sou louca e me entrego a minha loucura. Pior ainda, me acho completamente normal. Afinal, sou apenas mulher.



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 15h30
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Can´t We Just Look At The Sun?

Acabei de sair de uma excelente sessão de cinema em casa, um filme expetacular que tive a oportunidade de assistir no cinema ha alguns anos atrás. Se trata de "Transamerica", um filme que conta a história de um transexual que está prestes a mudar de sexo e descobre que tem um filho.

Para conseguir tal procedimento cirurgico, Bree ou Stanley, precisa de duas assinaturas. Uma ele consegue de modo menos complicado, mas a outra, que já estava assegurada (da sua psicóloga) lhe é negada até que ele se aceite como é. Aceite a parte homem como parte efetiva da sua vida, e que não pode ser mudada. Então ela vai atrás de seu filho e dai o filme se desenvolve em um ritmo surpreendente. A coisa toda se foca em aceitação mútua, auto-aceitação e, é claro, respeito. E foi isso que senti claramente durante o filme.

Durante toda a semana falei com a minha mãe que iria passar o filme na TV. Ela até se interessou, mas quando chegou bem na hora, disse que estava cansada. Pois bem, nem insisti. Não quer, não quer. O filme começou e eu me deitei no sofá para assistir e, quando dei por mim, ela estava sentada assistindo também. Ou seja, ela assistiu o filme todo porque quis e adorou. Disse que o caminho é por ai.

Depois do ocorrido, fiquei pensando na grande demostração de respeito que houve nessa pequena atitude. Ela não tinha a menor obrigação de ver algo que não é do gosto dela, mas ela o fez. E eu agradeci mais uma vez pela mãe que tenho. Por ela me respeitar em cada decisão que tomo, por ela me aceitar como eu sou... eu senti orgulho dela, e, confesso, faz muito tempo que não sinto orgulho de ninguém.

Obrigada, mãe!



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 00h24
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Seu Azul

Eu ainda não entendo como pode

Haver um azul tão blu

Talvez seja ele que te leve là giù

Que te emociona

Você, o meu amigo kão

Que é de uma sutileza, de um encanto

De uma suavidade, de uma profundidade

Que não sei medir, só sei sentir

Que não sei como fazer

Para te tirar de onde está

E talvez eu não deva te tirar daí

Se o seu azul é o mais azul

Em meio ao gris



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 20h07
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Feliz Meio Natal

 

Estava sem um pingo do espírito natalino, tentava, tentava e nada me parecia mais hipócrita do que o natal. Por quê? Muito simples. Muita baboseira e pouca ação. Isso também cabe a mim.

Ontem resolvi fazer um passeio com a minha afilhada, sua irmã e outra prima. Fomos ao cinema. Compramos daquelas mega pipocas e refrigerantes à vontade. Sei bem que isso não faz a mínima parte do grande espírito natalino, mas convenhamos, pra quem não está nem um pouco afim, sair com as melhores meninas do mundo sempre faz bem.

Logo após a sessão terminar e a menor me pedir um doce, fomos embora com uma tia que nos propôs visitar a casa do Papai Noel. Eu bem pensei: O que eu vou fazer lá? As meninas tanto insistiram que eu acabei cedendo.

Não poderia ter feito melhor. Alguma coisa lá dentro de mim foi mexida e revirada, tanto pelo deslumbramento da pequena quanto ao negamento da admiração pela grande. Ta Papai Noel não existe, mas a magia, ela persiste.

Ouvir aquele coral em meio aquela ventania me fez lembrar quando eu era criança, que a minha mãe insistia para que ouvíssemos as canções que ela ouvia na sua infância, a espera interminável pelo Papai Noel, lembrei até que gostava de nozes. Pude contar pras meninas com detalhes às brincadeiras que meu avô fazia quando eu e minha irmã, que fomos às únicas netas por oito anos, éramos pequenas e eu sempre me assustava. Lembrei-me da criança medrosa por trás da Superchild tão influenciada por desenhos heróicos da época. E hoje? Eu não sou muito diferente. Mas meus heróis são outros.

Chorei baixinho à noite. Rezei para que o Papai Noel conservasse aquela magia nos olhares daquelas meninas que tanto amo. E da minha tia, que sempre que vai lá, se sente criança de novo. Rezei até pela criança que foi despertada em mim. Criança esta que ficou adormecida durante 2008, se soltando apenas em momentos íntimos.

Então é isso que desejo a vocês. Magia. A magia que voltei a ter parcialmente ontem e, que a realidade me faz destorcer, mas sei que ela continua aqui em algum lugar.

 



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 22h47
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Na Natureza Selvagem

 

Finalmente parei um minuto para ver o filme "Into The Wild" dirigido por Sean Pean e trilha sonora de Eddie Vedder. Já ouvi muitas críticas ótimas dele partidas de amigos próximos, um inclusive, é cineasta e historiador. Não me decepcionei.

A história é baseada em fatos reais. Ela conta a trajetória de Christopher McCandles ou Alexander Supertramp, um jovem recém egresso da faculdade, que tenta, em uma viagem muito estratégica, mas sem rumo, encontrar o seu eu interior e reafirmar para si mesmo os seus valores. A realidade deles. É claro que a viagem em si também serve como uma fuga para os problemas que persistiam em sua família há anos.

Supertramp levou aos extremos a idéia de liberdade e sim, a sentiu como ninguém mais, salvo Henry Chinaski. Porém, os dois vêm de uma realidade completamente diferente, mas igualmente comparados a vagabundos viajantes, que sentiram o frescor da tão sonhada liberdade. Confesso que meu voto, se eu tivesse de fazê-lo, para o que mais se sentiu livre, seria para o Supertramp. Ele levou aos extremos toda essa conversa, experimentou a fundo as sensações de cada momento que atravessou.

Você até pode me dizer que não vale à pena, por que custou a vida do cara. Pois bem, eu te digo que existem tantos riscos na vida que, a meu ver valeu a pena sim. Ele trocou todo o conforto pra cair na estrada e parar no Alasca para tirar uma conclusão sobre a felicidade que ele tanto procurou, e encontrou que muita gente nem sequer sonha em chegar um dia.

O filme da vontade de cair na estrada, de ser um Supertramp nem que seja pra chegar à cidade vizinha. Ele te convida a viajar e entrar nos pensamentos de Chris, em suas dúvidas, em seu âmago. A história é toda contada por ele e por sua irmã. 

O mais interessante de tudo é que a sinopse da a impressão de que ele percorreu o caminho todo de uma forma solitária, o que não é verdade. O caminho ele percorreu sozinho, mas não foi uma viagem solitária. Ele foi encontrando pessoas em seu caminho, pessoas das quais ele sentiu muito afeto e fizeram com que aquela viagem valesse realmente à pena.

Comecei a comparar aquela viagem com a vida. Com as pessoas que encontramos ao longo da vida e, comecei a perceber que não fazemos muito diferente dele. A diferença é que nos escondemos cada vez mais atrás de valores que não já não servem mais e não damos muita importância para quem atravessa nosso caminho. Portanto, alerto aqui a importância das pessoas que estão ao nosso lado, como diria o nosso Supertramp: "A Felicidade só existe quando compartilhada".

Deixo aqui uma letra de Vedder, que traduz muito bem o filme:

"It's a mistery to me

we have a greed
with which we have agreed

You think you have to want
more than you need
until you have it all you won't be free

society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me

When you want more than you have
you think you need
and when you think more than you want
your thoughts begin to bleed

I think I need to find a bigger place
'cos when you have more than you think
you need more space

society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

there's those thinking more or less less is more
but if less is more how you're keeping score?
Means for every point you make
your level drops
kinda like its starting from the top
you can't do that...

society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

society, have mercy on me
I hope you're not angry if I disagree
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me"

... então, até quando você vai pensar que tem que querer mais do que você precisa? Que enquanto você não tiver tudo isso você não estará livre?

Não precisamos ser extremistas como Chris, ao ponto de virarmos um Supertramp, mas se encarássemos a vida como uma viagem talvez a nossa fizesse mais sentido. De qualquer forma, seria muito melhor aproveitada e menos penosa.

 



Escrito por Eliza Silveira Ribeiro às 21h07
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